sábado, 11 de abril de 2009

SÓ OS «VENTOS DA HISTÓRIA» ( CONFERÊNCIA DE BAKU, etc. ) ou SALAZAR com o «ACTO COLONIAL» tornou inviável o designio de NORTON DE MATOS?!...



Conceito de Acto Colonial

Acto Colonial é a designação pela qual ficou conhecido do decreto lei n.º 18570 de 8 de Julho de 1930, o qual definia a forma como se deviam processar as relações entre a metrópole e as colónias portuguesas ao nível político, económico e administrativo. Através do Acto Colonial foi colocado um fim à autonomia financeira das colónias e foi decretada a unificação administrativa de cada colónia sob a chefia de um administrador. Esteve em vigôr entre 1930 e 1951, ano em que uma nova lei o substituiu e alterou o termo colónia por província ultramarina.

ACTO COLONIAL ( 1930 )

Diploma emitido pela Ditadura Nacional (decreto com força de lei nº 18 570, de 18 de Junho), quando Salazar, então ministro das finanças, ocupava interinamente a pasta das colónias e pelo qual se extinguiu o modelo dos Altos Comissários, instituído em 1920. Invoca-se o facto de alguma opinião internacional propor a distribuição da gestão das colónias portuguesas e belgas pelas grandes potências. Será integrado na Constituição de 1933. Consagra a colonização como da essência orgânica da nação portuguesa. À maneira britânica, cria o Império Colonial Português. Sofre, de imediato, virulentas críticas de Francisco da Cunha Leal. Também Bernardino Machado publica uma crítica em O Acto Colonial da Ditadura, onde considera que há dois nacionalismos diametralmente opostos, um liberal, democrático, pacífico, outro reccionário, despótico, militarista. Salienta que o diploma o brandão inendiário dum ukase colonialista, invocando a circunstância da República ter continuado a política dos liberais monárquicos. Proclama que a nacionalização das colónias só se faz pela íntima cooperação com a metrópole, e não é para ditaduras; que o problema colonia consiste, como todo o problema social, numa questão de liberdade. Reconhece que a alma da nação é indivisível e que Portugal entrou na guerra por causa das colónias.
No dia 25 de Abril de 2007, tive a oportunidade de referir o livro, hoje remetido para o olvido, «A NAÇÃO UNA», do GENERAL NORTON DE MATOS!
Figura de alto gabarito das FORÇAS ARMADAS, do ESTADO, da OPOSIÇÃO DEMOCRÁTICA e da MAÇONARIA, o SENHOR GENERAL NORTON DE MATOS foi também um grande patriota!
Actualmente, talvez por acharem incómoda à «situação» política criada após 1974, a sua obra «A NAÇÃO UNA» ( ORGANIZAÇÃO POLÍTICA E ADMINISTRATIVA DOS TERRITÓRIOS DO ULTRAMAR PORTUGUÊS ), quase nunca é mencionada e muito menos, a «EXORTAÇÃO» AOS NOVOS DE PORTUGAL, redigida há muito pelo autor e que precede o corpo da sua exposição. Tendo sido uma leitura fundamental para mim dispus-me a deixá-la aqui para poder ser lida por quem se interesse pelo todo e não só pelas parte; em suma, para quem goste de beber pelo seu copo!...
Redigi estes nove artigos há muitos anos, tendo no pensamento a conservação e o engrandecimento de Portugal. Adoptei-os no seu conjunto, como divisa indicadora de um procedimento nacional que a todos e a tudo abrangesse. Creio ter traduzido a vontade do povo a que pertenço. Por isso os trago para aqui. NORTON DE MATOS


EXORTAÇÃO AOS NOVOS DE PORTUGAL



terça-feira, 17 de março de 2009

CONSTRUIREMOS A DEMOCRACIA EM PORTUGAL?




O NÓ DA QUESTÃO:CONSTRUIREMOS A DEMOCRACIA EM PORTUGAL? ( in «DIÁLOGOS DE DOUTRINA ANTI-DEMOCRÁTICA», António José de Brito.


«...que se sequestrem pessoas e sejam submetidas a interrogatórios hediondos(o sequestro significa acção por grupo privado);que em assembleias se passem sob rajadas de acusações certas pessoas,a quem muitas vezes nem o direito se dá de se defenderem(e como defender-se em tal ambiente sozinho?);...que se gere o medo e já não se ouse pensar mas apenas papaguear a cartilha de um grupo onde se será protegido;que se procure instalar nos postos não os competentes mas os que são «da cor»;...e tanta coisa mais:tudo isto é extremamente inquietante...»

PROF. VITORINO MAGALHÃES GODINHO,«O NÓ DA QUESTÃO:CONSTRUIREMOS A DEMOCRACIA EM PORTUGAL?»,in«VIDA MUNDIAL»,n.o 1846,de 30 de Janeiro de 1975,pág. 34.


E a concluir o PROF. MAGALHÃES GODINHO alude à «crise funda que nos aflige»,asseverando que «a anomia em que caímos não nos deixa construir;a nossa acção é agitação porque não a insufla um sentido»(idem,idem,pág. 38).

O ELOGIO DA INQUIETUDE

« A beatitude dos crentes só e´compreensível nos domínios do espírito e da contemplação que ficam além-ou aquém?-da Sociedade e da História.É tempo de constatar que Deus morreu,mas também de que não adianta pôr no seu lugar,como fizeram os pensadores burgueses ou os do proletariado,nem a Razão nem o Progresso.O elogio da inquietude,deverá ser,como o da loucura de Erasmo,o da lucidez crítica da contemporneidade,tornar-se,se possivel,uma teoria socoal crítica.»

in O ELOGIO DA INQUIETUDE ,FERNANDO PEREIRA MARQUES,A Regra do Jogo, Edições.

«REVOLTA» - ROMANCE, VISCONDE DE PORTO DA CRUZ, 1955.

«A POLÍTICA,para a grande maioria daqueles que a lidam,não passará de um meio para se instalarem na vida,cuidando em firmar as boas posições que tenham conseguido ocupar,para a,largarem,cada vez mais,a esfera de influências com que fazem por se SERVIREM BEM,à custa dos legítimos interesses colectivos,em vez de terem em conta o DEVER SOCIAL que indica a cada indivíduo que tem de empregar o maior esforço para BEM-SERVIR os direitos comuns.»

in Introdução,ao Romance ,cuja acção gira em redor de «PATRÍCIO DE MOURA»,aluno do COLÉGIO DE CAMPOLIDE,da COMPANHIA DE JESUS.As instalações do Colégio já serviram,depois da implantação do Regime Repúblicano,para albergar CAÇADORES 5,sendo agora uma dependência da ULIVERSIDADE NOVA.

O ROMANCE intitula-se «REVOLTA» e tem como autor o VISCONDE DE PORTO DA CRUZ(DA ACADEMIA BRASILEIRA DE CIÊNCIAS SOCIAIS E POLÍTICAS),era um Madeirense de Lei,sendo o livro firmado em SANTA CLARA,FUNCHAL,Agosto 1955.

«EXORTAÇÃO» -AOS NOVOS DE PORTUGAL- GENERAL NORTON DE MATOS, NAÇÃO UNA

INTRODUÇÃO
Redigi estes nove artigos há muitos anos,tendo no pensamento a conservação e o engrandecimento de Portugal.Adoptei-os,no seu conjunto,como divisa indicadora de um procedimento nacional que a todos e a tudo abrangesse.Creio ter traduzido a vontade do povo a que pertenço.Por isso os trago para aqui.

NORTON DE MATOS

EXORTAÇÃO 3:
-Se alguém passar ao vosso lado e vos segredar palavras de desânimo,procurando convencer-vos de que não podemos manter tão grande império,expulsai-o do convívio da Nação.
(Estas palavras foram inscritas na estátua erigida em NOVA LISBOA,cidade fundada pelo General NORTON DE MATOS,no HUAMBO,ANGOLA;a estátua foi autorizada depois da nomeação de ADRIANO MOREIRA como Ministro do Ultramar).

in A NAÇÃO UNA(ORGANIZAÇÃO POLÍTICA E ADMINISTRATIVA DOS TERRITÓRIOS DO ULTRAMAR PORTUGUÊS),General NORTON DE MATOS,com um Prefácio do PROF.EGAS MONIZ(Prémio Nobel),Paulino Ferreira,Filhos,LDA,LISBOA,1953.
(Apresentado o texto da obra à ACADEMIA DAS CIÊNCIAS DE LISBOA,para concurso a prémio,por maioria não foi considerado merecedor!...).

segunda-feira, 2 de março de 2009