Anti-Modju (Amor, Trabalho e Sabedoria são as fontes da nossa vida. Deviam também governá-la!...)
sábado, 11 de abril de 2009
De «DO PAÍS DA LUZ», de Fernando Lacerda
A DOMINIQUE SANTOS

Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no UNIVERSO...
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer
Porque eu sou do tamanho do que vejo
E não, do tamanho da minha altura...
Nas cidades a vida é mais pequena
Que aqui na minha casa no cimo deste outeiro.
Na cidade as grandes casas fecham a vista à chave,
Escondem o horizonte, empurram o nosso olhar para longe de todo o céu,
Tornam-nos pequenos porque nos tiram o que os nossos olhos nos podem dar,
E tornam-nos pobres porque a nossa única riqueza é ver.
Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos - Poema VII"
A DOMINIQUE SANTOS

Conheço o teu poder e a fouce dura
Que a tua dextra empolga assaz respeito.
Sei que abaixo do sol tudo é sujeito
A teu poder feroz, tua bravura.
De Babilónia a torre assaz segura
De teu golpe fatal sentiu o efeito.
Por ti o Ródio c'losso foi desfeito,
Sem lhe valer a desmarcada altura.
Mas eu tenho um padrão que Amor defende.
Tempo cruel, que zomba do teu corte,
Bem que a mim teu furor assaz ofende.
É o meu coração constante e forte,
Coração que do Tempo a mão não rende,
Coração que só vence a mão da Morte.
Francisco Joaquim Bingre, in 'Sonetos'
MORREU A CANTORA MIRIAM MAKEBA

A cantora sul-africana Miriam Makeba, conhecida como "Mama Africa", morreu domingo à noite em Itália ao sair do palco, depois de ter actuado num concerto de apoio a um jornalista ameaçado de morte pela máfia.
Fonte da Clínica de Pineta Grande, em Castel Volturno, perto de Nápoles (no sul de Itália), disse que a cantora morreu pouco depois de ter dado entrada no local.
A agência noticiosa italiana ANSA referiu que Makeba terá sofrido um ataque cardíaco no final do concerto, em que participaram vários artistas e que foi dedicado ao jornalista e escritor italiano Roberto Saviano, ameaçado pela Camorra, a máfia napolitana.
"Ela foi a última a subir ao palco, depois de vários outros cantores. Houve uma chamada ao palco, e nesse momento alguém perguntou aos microfones se havia um médico na assistência. Miriam Makeba tinha desmaiado", relatou.
Cerca de um milhar de pessoas assistiram ao concerto em Caltel Volturno, considerado um dos bastiões da máfia napolitana e onde seis imigrantes e um italiano foram abatidos em condições obscuras em Setembro passado.
Roberto Saviano é autor do best-seller "Gomorra", um livro sobre a Camorra que foi adaptado ao cinema e mereceu o prémio do júri no último festival de Cannes, além de ter sido escolhido para representar a Itália nos Óscares.
Convertida num dos símbolos da luta anti-"apartheid", Miriam Makeba, nascida em Joanesburgo em 04 de Março de 1932 e cujo título "Pata, Pata" a tornou conhecida em todo o mundo, sempre defendeu nas suas canções o amor, a paz e a tolerância.
A cantora, a quem chamavam "a imperadora da canção africana" deixou a África do Sul em 1959.
Tentou regressar em 1960 por ocasião do funeral da mãe, mas o passaporte foi-lhe cancelado e não foi autorizada a entrar no país.
Viveu no exílio durante 35 anos nos Estados Unidos, França, Guiné e Bélgica antes do seu emotivo regresso a Joanesburgo em 1990, quando regressaram muitos exilados sul-africanos ao abrigo de reformas instituídas pelo então presidente F.W. de Klerk.
"Nunca percebi por que é que não podia voltar ao meu país", disse Makeba quando regressou: "Nunca cometi nenhum crime".
Em 1976 proferiu nas Nações Unidas um discurso de denúncia do "apartheid" (segregação racial).
Foi depois disso que a rádio e a televisão governamentais sul-africanas se recusaram a emitir as suas canções.
Foi casada com o trompetista Hugh Maseka e mais tarde com o activista Stokely Carmichael.
EXORTAÇÃO AOS NOVOS DE PORTUGAL - «NAÇÃO UNA» - GENERAL NORTON DE MATOS


SÓ OS «VENTOS DA HISTÓRIA» ( CONFERÊNCIA DE BAKU, etc. ) ou SALAZAR com o «ACTO COLONIAL» tornou inviável o designio de NORTON DE MATOS?!...

Conceito de Acto Colonial
Acto Colonial é a designação pela qual ficou conhecido do decreto lei n.º 18570 de 8 de Julho de 1930, o qual definia a forma como se deviam processar as relações entre a metrópole e as colónias portuguesas ao nível político, económico e administrativo. Através do Acto Colonial foi colocado um fim à autonomia financeira das colónias e foi decretada a unificação administrativa de cada colónia sob a chefia de um administrador. Esteve em vigôr entre 1930 e 1951, ano em que uma nova lei o substituiu e alterou o termo colónia por província ultramarina.
ACTO COLONIAL ( 1930 )
EXORTAÇÃO AOS NOVOS DE PORTUGAL
terça-feira, 17 de março de 2009
CONSTRUIREMOS A DEMOCRACIA EM PORTUGAL?
«...que se sequestrem pessoas e sejam submetidas a interrogatórios hediondos(o sequestro significa acção por grupo privado);que em assembleias se passem sob rajadas de acusações certas pessoas,a quem muitas vezes nem o direito se dá de se defenderem(e como defender-se em tal ambiente sozinho?);...que se gere o medo e já não se ouse pensar mas apenas papaguear a cartilha de um grupo onde se será protegido;que se procure instalar nos postos não os competentes mas os que são «da cor»;...e tanta coisa mais:tudo isto é extremamente inquietante...»
PROF. VITORINO MAGALHÃES GODINHO,«O NÓ DA QUESTÃO:CONSTRUIREMOS A DEMOCRACIA EM PORTUGAL?»,in«VIDA MUNDIAL»,n.o 1846,de 30 de Janeiro de 1975,pág. 34.
E a concluir o PROF. MAGALHÃES GODINHO alude à «crise funda que nos aflige»,asseverando que «a anomia em que caímos não nos deixa construir;a nossa acção é agitação porque não a insufla um sentido»(idem,idem,pág. 38).
